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C.Caç. 2381 - OS MAIORAIS




ONLINE
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OS MAIORAIS DE EMPADA Colaboração de: José Teixeira, Joseph Bello e José Samouco.

MAIORAL. O próximo Convívio é no próximo dia 27 de Abril de 2013 em Rio Maior.

O local de encontro é no Jardim Municipal de Rio Maior - junto à Igreja nova a partir das 10 horas

O almoço será no Restaurante Chocolate em Flor

R.Joaquim Correia Inglês,  14

Aneteporta - Rio Maior

Coordenadas GPS N 39º 17' 28.0'' W 008º 54' 33.8''

Cumpre o teu dever de passar a mensagem a todos os MAIORAIS

Contacta: J.Teixeira -  mail:esquilosorridente@gmail.com


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MAIORAIS QUE NOS DEIXARAM

NÃO REGRESSARAM


- Luís Rodrigues Franco


- Mário da Conceição Caixeiro


- Albino Carneiro Oliveira


 


CAMARADAS QUE JÁ PARTIRAM PARA O ETERNO ACAMPAMENTO:


Joaquim de Sousa Barbosa


José Man. Ferreira S.Viana (Fur.)


Adelino de Sousa Costa


Agostinho Araújo Carvalho


Carlos Manuel Castelo Dias


João Luís Almeida Caliça


António Delfim de Carvalho


António J. Salvaterra Bernardo


Eliseu da Conceição Caetano


Feliciano Vieira Henriques


Francisco Tavares Carvalho


Ilídio Lopes Alves


João Ramiro Cardoso Figueiredo


José Agostinho António


Vítor Manuel Conceição Honorato


Luís José Campos Silva


Franklim Arménio Costa


Armando Vitorino Pinheiro


Armando Martins Filipe


Diamantino Arsénio Amaral


Ilidio Heliodoro Morgado


Fernando Pinheiro Monteirinho (Sarg.)


José Manuel Jesus Pedro (fur.)


O ALFERES BARBOSA Um grande companheiro de guerra. Um grande amigo dos homens que comandou. A sua grande preocupação era o bem estar do seu pessoal e o regresso de todos os que partiram no Niassa, com destino à Guiné. Tive o prazer de o conhecer na quinzena de campo. O famoso I.A.O. sigla que ainda hoje não sei decifrar, mas que todos os mobilizados para a guerra, tinham de fazer. O Comandante de campo, o tristemente famoso Capitão S. Martinho, não fazia parte dos mobilizados e que há muito saiu do baú da minha memória, por não merecer lá estar, era de trato rude e de uma exigência inqualificável, para quem dentro de dias ia ser “carne para canhão”. Numa das acções que decidiu promover, foi uma operação de 24 horas de marcha contínua carregados como se estivéssemos no teatro de guerra, parte dela passada dentro de um riacho. O Barbosa lá seguiu a comandar os três grupos de combate, “esqueceu-se do riacho” e como altas horas da noite, nos sentisse cansados e gelados (estávamos em Março), ao deparar com uma fábrica de cerâmica, com pilhas de lenha seca para aquecer os fornos, o nosso amigo e comandante Barbosa, não hesitou em dar ordem para estacionarmos e num ápice apareceram algumas fogueiras. Creio que quase ninguém conseguiu dormir, mas pelo menos o frio foi combatido e afastado Manhã cedo, lá partimos de novo e quando nos preparávamos para regressar ao acampamento, aparece-nos (de jeep), o comandante. Uma repreensão verbal e violenta ao Barbosa em frente dos seus homens e uma ordem para voltarmos para trás e fazermos o caminho pelo riacho, sem ração alimentar, esgotados e anímicamente destruídos. O Barbosa, não escapou a um castigo regulamentar que o impediu de vir gozar à Metrópole um merecido mês de descanso. Na Guiné tornou-se o ídolo dos homens do grupo de combate que comandava, o 1º Pelotão e de toda a Companhia. A preocupação pelo bem estar, de todos, a relação pessoal que conseguiu manter, em que conseguia ser mais um do grupo, sem deixar de ser o Alferes Barbosa, na missão que exercia, granjeou a amizade e a admiração da rapaziada da Companhia. Após o regresso tive o grato prazer de conviver com ele e sua família bons momentos da vida. Sempre o mesmo espírito. Homem de carácter, aberto, franco e leal. Um verdadeiro amigo. Daqueles que se dá tudo para não perder. Em conjunto revivemos muitos pormenores da guerra que ambos não quisemos fazer e que nos marcou tanto. Em conjunto, sonhamos, planeamos e organizamos os primeiros convívios da Companhia. Nunca quis que o nome dele aparecesse na organização. Todos os anos lá estava. Foi o único Alferes que nunca faltou. Dos outros, reza a história que só um aparece de vez em quando. Há anos uma doença grave começou a roer-lhe a vida. Detectou, em sequência de uma queda na banheira em que a ferida se recusava a cicatrizar. Estava diabético. Iniciou então uma luta contra a morte, mas a diabetes teimava em progredir. Em poucos anos, teve de cortar um pé, depois a perna e depois iria o outro pé. Já estava no Hospital à espera de ser operado, quando a morte o visitou e afastou do nosso convívio. Paz à sua alma. À Olímpia, sua esposa e amiga tão querida quero dedicar este memorial e dizer-lhe que o seu “Quim” está no nosso coração de Maiorais. Muito há para escrever sobre este grande camarada. Aqui fica o desafio. Quem vai ser o primeiro ?

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